Custo de Vida no Brasil: Sobrevivendo ou Vivendo?

Olá, amigo investidor! Tudo bem? Bom ter você novamente aqui no blog.

Hoje irei comentar sobre um assunto que atormenta muitas pessoas. Até pouco tempo, também “atormentou” um pouco na minha vida. O assunto é: ter uma vida barata ou sobreviver. Se não conseguiu entender, tudo bem. Irei detalhar tudo mais abaixo. Vou explicar direitinho o que seria ter uma vida barata e o que seria sobreviver.

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Situação brasileira: pouca renda e muito consumo

Para começar, e antes de explicar o título do post, é importante explicar uma situação. Nos últimos anos, a economia brasileira tem apresentado um cenário complexo. Isso é caracterizado por uma renda média relativamente baixa. Além disso, há um consumo elevado. Em 2024, a renda média per capita no Brasil atingiu R$ 2.069, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados recentemente.

Apesar desse nível de renda, o consumo das famílias brasileiras tem mostrado crescimento contínuo. No terceiro trimestre de 2024, houve um aumento de 1,5% no consumo das famílias em relação ao trimestre anterior. Esse período marca o 13º trimestre consecutivo de expansão. Esse crescimento é impulsionado pelo consumo de serviços e bens duráveis. Isso reflete uma tendência de recuperação econômica. Também indica um aumento da confiança dos consumidores.

Entretanto, essa elevação no consumo ocorre em um contexto de endividamento significativo. Em janeiro de 2025, 29,1% das famílias brasileiras possuíam dívidas em atraso, e 12,7% declararam não ter condições de pagá-las. Esses números representam uma ligeira melhora em relação a dezembro de 2024. No entanto, eles ainda indicam um nível preocupante de inadimplência.

Então o que podemos entender em relação a essa situação? O salário não aumenta, a renda permanece a mesma. O custo está cada vez mais alto, e o consumo? Aumenta também. A conta não fecha né? Não, não fecha e daí que partimos…

Consequências: Problemas Financeiros

Duvida dos dados e do que falei? Faça um teste. Assim que receber seu salário, pague suas contas. Vá direto ao shopping. Compre sem olhar o preço. Ou melhor, parcele em 6 vezes o produto. Repita esse processo todos os meses. Veja a bola de neve de dívidas. Note sua fatura aumentando mês a mês.

E não só isso. Tente um dia sentar e fazer os cálculos de custos do mês considerando suas parcelas e outros custos. A conta nunca vai fechar, por quê? Porque você estará pagando por coisas que consumiu há três meses atrás. E isso que citei nem é o pior, o pior é o problema que isso causa no seu psicológico. Imagine abrir a planilha para se organizar. Você começa a preenchê-la e vê os valores sempre indo para negativo. Não sobra absolutamente nada. E o ciclo se repete: paga o consumo parcelado ou no crédito, e vai jogando para os próximos meses. Isso nunca vai acabar até mudar os seus hábitos de consumo, ou seja, sua mentalidade.

Parece papo de “coach”, mas é a pura verdade e vou me usar como exemplo. Não sou rico, nem milionário, então sempre tratei do seguinte, mesmo não tendo muito, definir metas de gastos. Pode parecer bobagem, mas nunca saia de casa de “barriga vazia”, o que isso quer dizer? Nunca saia sem saber o quanto deve gastar para aquela categoria financeira. Exemplo, se gasta R$ 1.000,00 em alimentação todo mês, sabe que deve ir ao mercado e não ultrapassar esse valor, respeitando uma margem (e nem estou colocando carne na conta, tá?!) pois assim você aperta o bolso para não gastar mais do que deve.

Amigo, sinto lhe informar que você precisa ter essa mentalidade (papo de coach). Caso contrário, você vai cair nos dados que mostrei há pouco todo ano.

E chegamos no grande ponto do post.

Problemas Financeiros = Sobreviver

É essencial agir rapidamente. Para ter uma vida barata e simples com a pouca renda, é necessário mudar seus hábitos de consumo. A geração de emprego no nosso país exige essa mudança. Se não fizer isso, a conta nunca vai ser boa para o seu lado. Em algum momento, você apenas vai sobreviver. Isso mesmo, vai usar seu dinheiro para pagar contas, dívidas, produtos parcelados que nem usa mais dentre outras coisas. E o consumo que valeria a pena pagar não poderá ser usufruído. Isso acontece porque já usou o dinheiro todo em um consumo não consciente.

A conta nunca vai fechar. Não adianta querer ter uma vida de 15 mil ganhando 3 mil, ou menos. Você deve buscar viver abaixo dos seus meios e ter uma vida mais econômica. Caso contrário, sempre passará por estresse e infelicidade.

Vida barata ≠ Problemas Financeiros

Mas ninguém está dizendo que ter uma vida barata é ruim, quem te disse isso mentiu. Ter uma vida barata é assumir um estilo mais simples sem cortar seu lazer. Não adianta cortar o lazer e viver apenas pagando contas. Se for por isso, largue o seu emprego e vá morar no mato que você ganha mais.

Vida barata é usufruir dos pequenos momentos. É entender que ser feliz não depende de consumismo ou do quanto você tem dentro de casa. A sua paz é o mais importante. Como? Vá uma vez ao cinema. Coma uma pizza no final de semana. Mas é preciso mesmo gastar todo dia na rua com comida, tendo alimento em casa? É preciso ir todo final de semana ao cinema? Porque não vai sábado sim, sábado não, e varia na atividade? Uma caminhada, um sorvete, uma comida diferente que cabe no seu orçamento destinado ao lazer. Entendeu?

Já parou para pensar nisso? Já tentou mapear os seus gastos com consumo nos últimos 3 meses? Veja, faça um teste. Quantas daquelas coisas que comprou te deixam feliz hoje? Poucas né? Algumas você pode até se perguntar: eu comprei isso mesmo? Gastei com isso?

Consumismo e felicidade são duas coisas distintas. O consumo em excesso não te leva à felicidade. A felicidade não exige que você seja consumista. Pelo contrário, quem é feliz mesmo “é” e não precisa “ter” para ser. Que tal essa reflexão?

E minha dica é: mapeie seus gastos. Talvez você esteja pagando por coisas parceladas que já nem usa mais. Além disso, essas coisas podem nem ser necessárias. E não pense que ser consumista vai te trazer felicidade. Mas para não dizer que sou ruim e filosofei só para te deixar “triste”, vou dar umas dicas. Você pode aplicar o que falei ao longo do post na sua vida.

  1. Quite suas contas e não faça mais dívidas até quitar tudo.
  2. Mapeie seus gastos e consumos nos últimos três meses.
  3. Quais dos gastos mapeados fazem diferença na sua vida e na vida de outras pessoas? (Estes ficam).
  4. Quais gastos não fazem diferença, não são necessários e foram feitos no calor do momento? (Estes são cortados).
  5. Calcule uma média desses gastos e defina um orçamento para sua categoria financeira de lazer.
  6. Verifique dias para fazer atividades específicas que envolvam algum custo. Exemplo: sábado irei ao cinema. Posso gastar até R$ 100,00 para não atrapalhar no orçamento (saia de casa de barriga cheia). Mas quarta que vem já irei para outro evento. Vou caminhar, e lá pode ser que compre um sorvete ou um lanche. Então deixarei separado ao menos R$ 50,00 para esse dia.
  7. Corte todas as despesas desnecessárias e fique com aquelas que são boas e devem ser aproveitadas.
  8. Ao quitar suas dívidas, equilibre seus hábitos de consumo. Crie uma lista com itens que deseja comprar, incluindo o valor. Calcule a parcela que deverá guardar até poder dar uma boa entrada ou comprar à vista.
  9. Invista tudo que sobrar (obs: não na bolsa, por favor, separe uma caixinha).

Para ter uma vida barata, busque ser e não ter.

Referências

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-02/familias-estao-menos-endividadas-e-mais-cautelosas-com-gastos

https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2024/12/03/consumo-das-familias-cresce-15-no-3-trimestre-ante-2-trimestre-revela-ibge.htm

https://jovempan.com.br/noticias/economia/renda-media-do-brasileiro-atinge-r-2-069-por-pessoa-aponta-ibge.html

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